sábado, 9 de abril de 2011
Cigarras, Goleiros e 25 de Março
Estava eu, esperando para atravessar a rua em plena 25 de Março, no centro do coração de São Paulo.
Hora do almoço é pior ainda pois, normalmente a avenida já fica aquele alvoroço desmedido. Sai todo mundo, as ruas ficam apinhadas. Um caos.
Eu estava ali parado só esperando o sinal fechar quando um desgraçado dum zumbido que mais parecia um abelhão grande pra caçamba veio direto no meu ouvido. Certeiro!!
A reação foi instantânea. Eu dei um daqueles saltos ornamentais. Igual o Tafarel defendendo pênalti na copa. Aquele pulo de goleiro meio de lado. Tipo pulo do Max Paine.
Foi lindo!! O povo morreu de rir. Eu todo engomadinho servindo de bobo da corte para os vendedores de camisetas de time, relógios da Puma e outras quinquilharias.
O motivo do meu susto? Era um novo produto de camelô que estão vendendo. Trata-se de dois ímãs que jogados para o alto se atraem e ao colidirem, quicam um contra o outro e o efeito magnético atua, atraindo-os de novo para outra colisão. Isso acontece umas trinta vezes em uma fração de segundo e o barulho é o de uma cigarra peluda e preta de meio metro voando pra cima de você.
Acabei quase me estoporando no asfalto. O povo morrendo de rir.
Fiz a festa dos vendedores de abacaxi e das barangas que vendem 10 pares de meia por R$5,00…
Um dia ainda me vingo. Por isso que eu sempre quis comprar um lança-chamas!
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